Barões, Baronesas, Viscondes e Viscondessas de Escada 

O município de Escada teve diversas personalidade ao longo da sua história. Entre elas estão os Barões, Baronesas, Viscondes e Viscondessas.   

D. Pedro II 

Dom Pedro II (1825-1891) foi o segundo e último imperador do Brasil, governando o país por quase cinquenta anos. Sua trajetória no trono teve início em 1840, quando foi coroado aos 15 anos, e encerrou-se em 1889, com a proclamação da República.

Nascido em 2 de dezembro de 1825, no Palácio de São Cristóvão, Rio de Janeiro, Pedro de Alcântara era filho de Dom Pedro I e da Imperatriz Maria Leopoldina. Com a abdicação de seu pai, tornou-se príncipe regente aos cinco anos de idade e, posteriormente, o herdeiro do trono. Seu nome completo, Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bebiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Bragança, reflete a tradição da monarquia portuguesa.

Conhecido por seu apreço às artes e às ciências, Dom Pedro II foi considerado um dos soberanos mais cultos de sua época. Durante seu reinado, promoveu o desenvolvimento da educação, das ciências e das artes no Brasil, buscando modernizar o país e ampliar sua influência internacional.

A Visita do Imperador a Escada

Um episódio marcante de seu governo ocorreu em 1859, quando Dom Pedro II visitou o município de Escada, em Pernambuco. Durante essa visita, o imperador e sua comitiva hospedaram-se na casa-grande do engenho Matapiruma, então pertencente à influente família Marques Lins. O engenho, erguido ainda no período colonial às margens do rio Matapiruma, teve grande relevância econômica e social na região.

Apesar da importância do local, poucos detalhes são conhecidos sobre o cotidiano do engenho, além de registros históricos que mencionam a fuga de escravizados, conforme relatado no jornal Diário de Pernambuco ao longo do século XIX. A presença do imperador no engenho reforça a relevância da propriedade e da família Marques Lins no contexto político e econômico da época.

A passagem de Dom Pedro II por Escada ilustra sua prática de viajar pelo Brasil para conhecer de perto as diversas regiões do Império e compreender as necessidades de sua população. Esse episódio permanece como um marco histórico, destacando o papel do monarca na construção da identidade nacional e na interação com os mais diversos setores da sociedade brasileira.


Visconde de Utinga

Henrique Marques Lins 

Henrique Marques Lins, nascido em 13 de julho de 1800 na província de Pernambuco, destacou-se como uma figura política e militar influente na freguesia da Escada. Filho de José Felipe Marques e Ana Roza Lins de Albuquerque, exerceu diversos cargos públicos, incluindo juiz de paz e delegado, além de atuar como coronel comandante superior dos destacamentos da Guarda Nacional de Bonito e de Escada. Em reconhecimento a seus serviços, recebeu as condecorações da Ordem Imperial de Cristo e da Ordem Imperial da Rosa, concedidas pelo governo imperial.

Em 14 de março de 1860, Henrique Marques Lins foi agraciado com o título de Barão de Utinga por decreto do Imperador Dom Pedro II, em agradecimento à hospitalidade oferecida durante a visita imperial a Pernambuco em 1859. Posteriormente, em 5 de novembro de 1876, um novo decreto imperial confirmou o título. Seu filho, Florismundo Marques Lins, herdou posteriormente a mesma honraria, tornando-se o segundo Barão de Utinga.

Além de sua atuação política e militar, Henrique Marques Lins era um rico agricultor e chefe de uma grande família, sendo uma figura influente no partido conservador na freguesia da Escada. No entanto, sua atuação como delegado foi alvo de controvérsias na imprensa da época.

Casado com Antônia Francisca Veloso da Silveira, o barão teve 14 filhos, entre eles Belmiro da Silveira Lins, que recebeu o título de Barão de Escada, e Florismundo Marques Lins, o segundo Barão de Utinga. Sua família possuía cerca de 30 engenhos na freguesia da Escada, consolidando sua posição entre os grandes proprietários da região.

Henrique Marques Lins faleceu em 6 de novembro de 1877, em sua residência no engenho Matapiruma, três anos após sofrer um ataque de paralisia, do qual nunca se recuperou completamente. Sua trajetória é um reflexo da influência política e econômica que exerceu sobre a região. 

Viscondessa de Utinga 

Antonia Francisca da Silveira Lins

Nasceu em 1807, era filha de José Veloso da Silveira e Maria Francisca Godinho. Os seus avós paternos e maternos nasceram em Portugal. Casou-se em 16 de fevereiro de 1824 com Henrique Marques Lins.

Faleceu no dia 26 de fevereiro de 1879, no Engenho Matapiruma. Foi sepultada na Capela do mesmo engenho na presença dos filhos e genros. 


Barão de Pirangy. 

Francisco Antônio de Barros e Silva. 

Francisco Antônio de Barros e Silva nasceu na província de Pernambuco. Era agricultor e foi proprietário e residia no engenho Firmeza na freguesia da Escada. Teve notável influência conservadora na província.O Coronel Barros foi um membro da guarda nacional muito atuante. Em l883, foi eleito ajudante do 1º batalhão da guarda nacional do Bonito e em 1845 foi nomeado tenente coronel desse batalhão. Em 1848 participou comandando as forças legais na pacificação do sal da província com sede no Bonito.Em 1851 foi nomeado coronel comandante superior da guarda nacional do referido município, e nessa qualidade assumiu o comando em chefe das forças em operação no centro da província. Foi presidente das câmaras municipais de Bonito e de Escada, juiz de paz, suplente do juiz municipal, e algumas vezes, delegado de polícia.

Em 4 de setembro de 1855 foi nomeado comendador da ordem de Cristo e em 7 de maio de 1860, comendador da ordem da Rosa, em atenção aos relevantes serviços prestados ao Estado.Finalmente, em 29 de outubro de 1873, o governo imperial o distinguiu com o título de Barão de Pirangy. Francisco Antônio de Barros e Silva foi casado com Anna Velloso da Silveira.

Ele faleceu no dia 8 de novembro de 1887 na cidade de Garanhuns onde se encontrava em tratamento de saúde. Seu corpo foi transladado num trem especial de Garanhuns para Escada onde foi sepultado.  

Baronesa de Pirangy. 

Anna Velloso da Silveira Barros e Silva.

Era irmã da Viscondessa de Utinga. Filha de José Veloso da Silveira e Maria Francisca Godinho. Casou-se com Francisco Antônio de Barros e Silva (Barão de Pirangi) 


Barão de Escada. 

Belmino da Silveira Lins

Belmiro da Silveira Lins nasceu em 1827 na freguesia da Escada. Era filho de Henrique Marques Lins e de Antônia Francisca Veloso da Silveira, os primeiros barões e viscondes de Utinga. Veio de uma família de 14 filhos. Eram seus irmãos: Cordolina Marques Lins (casada com Francisco Mamede de Almeida), Henrique Marques Lins, Benemérita Marques Lins, Pânfila Marques Lina (casada com Antônio Marques de Holanda Cavalcanti), Rogaciano Marques Lins, Macionilo da Silveira Lins (casado com Carolina de Caldas Lins), Teudelina da Silveira Lins, Teudelina da Silveira Lins (2ª) (casada com Francisco Caldas Lins, barão de Araçagy), Florismundo Marques Lins (falecido pequeno), Florismundo Marques Lins (2º) "2º barão de Utinga" (casado com sua prima Teudelina de Barros e Silva e depois com Ana Wanderley Lins), Antônia Marques Lins (casada com Dr. Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti) e Henriqueta da Silveira Lins (casada com Manoel Cavalcanti de Albuquerque).

Belmiro da Silveira foi eleito vereador da vila da Escada na eleição de 1860. Foi um dos sócios fundadores da Sociedade Auxiliadora da Agricultura de Pernambuco em 1872. Era tenente-coronel da guarda nacional, proprietário dos engenhos Conceição, Limoeiro e outros. Pertencia ao partido conservador e era uma dos líderes na freguesia da Escada. 

Foi o primeiro e único barão de Escada, título concedido por decreto imperial do dia 9 de setembro de 1874. O título fazia referência à cidade pernambucana de Escada, de onde sua família paterna era natural.Casou-se com Maria de Sousa e teve duas filhas. Maria Lins Cavalcanti (casada com Henrique Marques de Holanda Cavalcanti, barão de Suassuna) e Antônia Lins Cavalcanti (casada com Antônio Lins Correia de Araújo).

No dia 27 de junho, partiu o Dr. Ambrósio Machado do engenho Arandu de Baixo com os seus eleitores, disposto a realizar uma passeata na cidade da Vitória, juntamente com outros grupos de oposição que para lá deviam convergir de vários pontos do município. Acompanhavam-no os seus cunhados Henrique Marques Lins, Marcionilo da Silveira Lins, o capitão Florismundo da Silveira Lins e Belmiro da Silveira Lins, Barão da Escada, solidários em tudo e dispostos a defendê-lo em qualquer emergência.No engenho Pedreiras, incorporaram-se à comitiva o major Manoel Cavalcanti de Albuquerque Sá, chefe do Partido Conservador e João de Sá Cavalcanti Lins, com os seus amigos. Grande parte dos caravaneiros vinha a cavalo, portanto flores e ramos de cróton verde-amarelo, cores nacionais, cornetas e duas bandeiras imperiais.Na entrada da cidade, no subúrbio de Jenipapo, esperavam a comitiva os amigos e correligionários residentes na cidade, com Banda de Música, tendo à frente o coronel José Cavalcanti de Azevedo Ferraz, eminente prócer do partido conservador. Ás 16 horas a comitiva seguiu em direção ao Pátio da Matriz, entrando pela travessa situada no oitão direito desta, vulgarmente conhecida como o Beco do Rosário.A posição exata dos liberais "Leões" e de suas forças era a seguinte: Na calçada da Igreja do Rosário, à porta central do templo, se encontravam o Dr. Nicolau Rodrigues da Cunha Lima e o Capitão Ursulino Torreão, com alguns soldados; nas varandas internas da nave central e nas varandas e janelas externas, praças entrincheirados, defronte e ao lado esquerdo da igreja, três linhas de paisanos armados, sob as ordens de chefes políticos governistas. Ao defrontarem o templo, "vivas" foram erguidos pelos caravaneiros, postando-se os cavaleiros na praça enquanto o grosso dos peões ia chegando.Dr. Ambrósio desce do cavalo e dirige-se ao delegado Torreão, reclamando o procedimento ilegal, ao mesmo tempo em que o barão da Escada, montado, discutia com o Dr. Nicolau Rodrigues. Ouvem-se dois disparos e cai o barão fulminado, abaixo do seu cavalo. O Dr. Ambrósio é atingido por dois tiros e, nas costas, uma punhalada, sendo retirado do local, nos braços de amigos. Vem a reação desesperada da multidão procurando apoderar-se da igreja, mas sendo objeto da fuzilaria despejada das seteiras abertas no templo. Generaliza-se a peleja, desvantajosa para os oposicionistas que, acotovelados diante do templo, eram alvejados de cima e pelos flancos, mas não corriam da luta, conseguindo, afinal, depois de séria luta, entrar no templo.Sendo elevado o número de mortos e feridos e correndo a notícia de que outros contingentes da oposição se dirigiam para a praça, já ao anoitecer foram os combatentes governistas abandonando suas posições e buscando, na fuga, a impunidade de seu crime e a segurança da própria vida.Cessado o tiroteio, dezesseis cadáveres jaziam dentro da Matriz e em suas cercanias e dezenas de feridos eram socorridos. Entre os mortos contavam-se o Barão da Escada, os irmãos José e Pedro Leito dos Santos, José Pedro de Oliveira, Pedro Cavalcanti de Albuquerque Sá (conhecido por Pedro Lins, irmão do Major Lins), Alexandre Rodrigues de Luna, todos estas figuras de evidência nas hostes oposicionistas. Não morreu, nem saiu gravemente ferida uma só pessoa de destaque da ala dos liberais governistas.O Dr. Nicolau refugiou-se nos fundos de uma casa vizinha ao templo, donde, altas horas da noite, conseguiu sair e, trocando o nome, fugiu para a província das Minas Gerais, onde viveu, disfarçado, até a prescrição do crime.O tenente Cristóvão Álvares dos Prazeres escondeu-se na casa do Dr. José Felipe de Souza Leão, presidente do Tribunal, no Recife, mas, tendo saído para receber curativo em ferimento, foi preso numa farmácia e recolhido à Casa de Detenção, donde conseguiu fugir. 

No dia 28 de junho, assumia o governo da província Dr. Franklin Távora, o novo presidente, que já havia sido nomeado antes dos acontecimentos. Tremenda foi a revolta, dentro e fora da província, não só dos políticos oposicionistas, como do próprio povo.Instaurado o processo, foram pronunciados o Dr. Nicolau Rodrigues da Cunha Lima; os tenentes-coronéis, Francisco José Álvares e Lídio Álvares dos Prazeres; os tenentes José Francisco Pedrozo de Carvalho, Izidoro Lourenço Bezerra e Cristóvão Álvares dos Prazeres, os capitães Joaquim Francisco Wanderley, Ursulino da Cunha Torreão e Antônio de Paula Cavalcanti de Almeida; e Capitulino Gomes Ferreira, José Olavo Wanderley, Manoel Mendes, Antônio Severino das Mercês, José Pereira, Rosendo José da Silva Rosas, José Tavares de Lima, Francisco Olho Azul, Antônio de Mendonça Cabral, Antônio Severino das Mercês Protto, todos como incursos nas sanções dos artigos 192 e 205 do código penal; e ainda Ildefonso Álvares dos Prazeres e Amaro da Costa Soares.Dos que foram submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri, em datas diferentes, apenas o Cabo Amaro da Costa Soares foi condenado a galés perpétuas. Os demais foram absolvidos, tendo havido apelações, que não tiveram provimento.E esse trágico acontecimento foi chamado de hecatombe da Vitória, ocorrida a 27 de junho de 1880, na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, então servindo de Matriz da freguesia de Santo Antão da Vitória (a matriz atual achava-se em construção). 

As imagens atingidas pela mortandade estão em exposição permanente, no museu do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória. O corpo do barão foi trazido para o Recife, sendo velado na matriz da Boa Vista e, de lá, conduzido ao cemitério de Santo Amaro, pelas principais ruas da cidade por uma grande multidão. 

Baronesa de Escada

Maria de Jesus Souza da Silveira Lins

Nasceu em 18 de outubro de 1828. Casou-se com Belmino da Silveira Lins, Barão da Escada. Faleceu em 25 de fevereiro de 1896 no engenho Limoeiro, onde foi sepultada. 


Barão de Frecheiras. 

Antônio dos Santos Pontual

Nasceu no ano de 1827 e faleceu no ano de 1901. 

Antônio dos Santos Pontual nasceu no dia 12 de maio de 1827 na freguesia de São Pedro Gonçalves em Recife. Era filho de João Manuel Alves Pontual e Teresa da Silva Vieira III. Seus pais tiveram 16 filhos e, assim, foram seus irmãos: Bernardino de Sena Pontual (casado com Sofia Serafina Pires Ferreira da Costa), João Manoel Pontual (casado com Maria Celestina Cavalcanti e, depois, com Cordulina Veloso da Silveira), Francisco da Rocha Pontual (casado com Ana Gonçalves Pereira Lima), Davino dos Santos Pontual (casado com Feliciana Teresa dos Santos Dias), Filonila Dias Pontual (casada com João Alves Cisneiros Pontual), Inácio Dias Pontual, Antônio dos Santos Pontual "Sobrinho" (casado com Maria Alice Padilha), Maria Adelaide Pontual (casada com Francisco da Costa Ribeiro), Maria Teresa Dias, Francisca Davina Pontual (casada com Adolfo Cavalcanti de Albuquerque) e Ana dos Santos Pontual. 

Iniciou sua vida pública fazendo parte da guarda nacional da freguesia da Escada. Em 1866, foi nomeado suplente de juiz municipal. Em 1867, o presidente da província o nomeou diretor dos índios da aldeia da Escada. Pertenceu ao partido liberal. Foi agraciado pelo imperador com a comenda da Ordem Imperial da Rosa e, em 1878, nomeado delegado de policia de Escada. Também fez parte do grupo de agricultores que fundaram a Sociedade Auxiliadora da Agricultura de Pernambuco. O decreto imperial de 8 de março de 1880, concedeu-lhe o título de barão de Frexeiras.Em 1895, fundou a usina Cabeça de Negro e, para tanto, pleiteou e recebeu um empréstimo de 250 mil contos de reis do governo da província.Casou, em primeiras núpcias, com Maria Francisca da Anunciação, nascida em 1849, filha de Francisco Antônio Pontual e Ana Luíza de Sena Santos. Casou, pela segunda vez, com Teresa de Jesus Pontual, nascida em 1834 em Amaraji, filha de Manoel Antônio Dias e Maria Francisca da Anunciação. O barão de Frexeiras faleceu no dia 12 de setembro de 1901 em Recife. Maria Francisca da Anunciação, sua primeira esposa, faleceu no dia 28 de novembro de 1895 em Recife. A segunda, Teresa de Jesus Pontual, no dia 9 de maio de 1905 na usina Cabeça de Negro.

Baronesa de Frecheiras

Francisca da Anunciação Dias Pontual

Era filha de Manoel Antônio dias e Maria da Anunciação, e irmã do Barão de Jundiá. Ela foi casada com Antônio dos Santos Pontual (Barão de Frexeiras).

Não foi encontrado registros das datas de nascimento e morte. 


Barão de Jundiá

André Dias de Araújo

Manoel Antônio Dias, pai de barão de Jundiá, teve em seu inventário realizado no cartório de Escada em 1869, um espólio em que constavam os seguintes bens: os engenhos Jundiá, Recreio e as benfeitorias do engenho Bosque, todos na freguesia da Escada. Ele casara duas vezes: a primeira com Maria da Anunciação, filha de Manoel Tomé de Jesus e de sua primeira mulher Teresa de Jesus Maria; e a segunda com Feliciana Teresa do Nascimento, filha de Antônio José dos Santos e de Feliciana Teresa do Nascimento. Do primeiro consórcio teve os seguintes filhos: Major Manoel Antônio Dias Júnior, Dr. José Cândido Dias, André Dias de Araújo "Barão de Jundiá", Teresa Líbia de Jesus Ferreira, Francisca Maria da Anunciação Pontual (primeira esposa de Antônio dos Santos Pontual, o Barão de Frexeiras), Maria Higina da Anunciação (primeira esposa de João Félix dos Santos) e Ana Joaquina da Anunciação (casada com João Francisco de Arruda Falcão). Do segundo casamento, teve dois filhos: Manoel Antônio dos Santos Dias e Feliciana. 

André Dias de Araújo nasceu no dia 18 de dezembro de 1825 na freguesia da Escada. Em maio de 1844 foi nomeado capitão secretário geral da guarda nacional e nesse mesmo ano já era leitor da freguesia. Em 1949 foi eleito segundo suplente se juiz da paz do segundo distrito da freguesia e, em 1854, suplente de juiz municipal. Em 1855, suplente de delegado. Em 1867, o major André Dias foi nomeado coronel comandante superior da guarda nacional dos municípios de Santo Antão e Escada.

Foi nomeado cavaleiro da Ordem Imperial da Rosa e foi o primeiro e único barão de Jundiá, título concedido por decreto imperial do dia 8 de maio de 1880. Era usineiro e proprietário dos engenhos Jundiá, Noruega.

André Dias de Araújo casou no dia 23 de setembro de 1847 com sua prima-materna Francisca Joaquina de Jesus, filha do alferes José Gomes da Silva e de Maria José de Jesus. Dessa união, nasceram os seguintes filhos: Manoel Tomé Dias de Araújo, André Dias de Araújo (solteiro), José Dias de Araújo, José Dias de Araújo (2º), Maria Dias de Araújo, Francisca Dias de Araújo (casada com Gerôncio Dias de Arruda Falcão), Cândida Dias de Araújo (casada com João Hermínio de Oliveira), Eutália Dias de Araújo (casada com Manoel Tomé de Oliveira), Isabel Dias de Araújo (casada com Manoel Olímpio de Barros Costa), Teresa Dias de Araújo, Generosa Dias de Araújo e Amélia Dias de Araújo.

O barão de Jundiá morreu em 11 de novembro de 1889 no engenho Jundiá. 


Barão de Utinga

Florismundo Marques Lins

Florismundo Marques Lins nasceu no dia 9 de abril de 1838 na freguesia da Escada. Era filho de Henrique Marques Lins e de Antônia Francisca Veloso da Silveira, barões e viscondes de Utinga. Vinha de uma família de 14 irmãos. Cordolina Marques Lins (casada com Francisco Mamede de Almeida), Henrique Marques Lins, Belmiro da Silveira Lins "Barão de Escada" (casado com Maria de Souza), Benemérita Marques Lins, Pânfila Marques Lina (casada com Antônio Marques de Holanda Cavalcanti), Rogaciano Marques Lins, Macionilo da Silveira Lins (casado com Carolina de Caldas Lins), Teudelina da Silveira Lins, Teudelina da Silveira Lins (2ª) (casada com Francisco Caldas Lins, barão de Araçagy), Florismundo Marques Lins (falecido pequeno), Antônia Marques Lins (casada com Dr. Ambrósio Machado da Cunha Cavalcanti) e Henriqueta da Silveira Lins (casada com Manoel Cavalcanti de Albuquerque).

Florismundo Lins, exerceu os seguintes cargos públicos: juiz do primeiro distrito da freguesia em 1876; suplente de juiz de paz em 1882; foi sócio do Clube da Lavoura de Pernambuco e da Sociedade Auxiliadora da Agricultura de Pernambuco; delegado da o 1º distrito do termo em 1885; coronel comandante superior da guarda comarca da Escada. Foi o segundo barão de Utinga, título concedido por decreto imperial do dia 14 de março de 1860.

Casou-se com sua prima Teudelina de Barros Lins, filha de Francisco Caldas Lins e Teudelina da Silveira Lins, com quem teve dois filhos: Dr. Francisco de Barros Lins (faleceu jovem) e Dr. Marcionilo de Barros Lins (casado com Maria Nina Lina). Casou, em segundas núpcias, com Ana Wanderley e não deixou descendência. 

O barão de Utinga faleceu no dia 28 de agosto de 1895. A baronesa Ana Wanderley Lins, em 3 de maio de 1912. 

Baronesa de Utinga. 

Ana Marques Lins. (1857-1912)

Não sabemos os nomes dos seus pais nem a data que ela nasceu. Casou-se com Florismundo Marques Lins, 2º Barão de Utinga, o qual era viúvo. O enlace matrimonial aconteceu no dia 16 de junho de 1877.

Faleceu no dia 10 de maio de 1912. 


Barão de Contendas

Antonio Epaminondas de Barros Correia

Antônio Epaminondas de Barros Correia nasceu no distrito de Altinho, na época pertencente a Caruaru, no dia três de junho de 1839. Era filho do capitão Francisco Joaquim de Barros Correia. 

Bacharelou-se em direito pela Faculdade de Recife em 35 de novembro de 1864. Depois de formado, ocupou os cargos de promotor público de Caruaru e juiz municipal de Brejo da Madre de Deus. Deixou o cargo de juiz, para dedicar-se a advocacia na comarca de Caruaru. Entrou na política e ingressou no partido Liberam.

Foi eleito, em diversas legislaturas, deputado provincial. Foi vice-presidente da antiga província de Pernambuco e assumiu o cargo de presidente por três vezes. Ao final de sua terceira administração, o governo do império o fez comendador da Ordem da Rosa.

Mais tarde, em 1889, sendo presidente do conselho de ministros, o visconde de Ouro Preto, agraciou-o com o baronato, cujo título, tirado já no regime atual, foi-lhe oferecido pelo Dr. José Mariano. Na qualidade de vice-governador, ainda administrou Pernambuco durante 23 dias, de 27 de novembro à sangrenta noite de 18 de dezembro de 1891.

Também ocupou a presidência da Sociedade Protetora da Agricultura e, posteriormente, fez parte de seu conselho. Em 1890, quando a vila São José da Boa Esperança emancipou-se de Escada e passou a se chamar Amaragy, ele fez parte da intendência do novo município. Vão rareando em Pernambuco homens como o barão de Contendas, se impunha à estima e ao respeito de todos pela inteira correção de seu procedimento, tanto nas relações da vida particular, quanto nas da vida pública e política. 

Sob o primeiro dos aludidos aspectos, o inesquecível extinto podia ser considerado verdadeiro modelo de chefe de família, patrono e guia não somente da esposa e filhos, mas de todos os seus numerosos parentes, que sempre o ouviam e sempre o acatavam. Na qualidade de político, ninguém desconhece em Pernambuco sua incontestável benemerência, seu devotamento aos correligionários e sua intransigência ante os adversários - uma e outra sem ruídos e sem estardalhaço, sereno e cortês, ele, livre de rancores, de vaidades e de ambições. Seria difícil excedê-lo na fidalguia do trato, fidalguia sem a frieza dos orgulhosos, doa que acolhem medindo e acentuando distâncias e o seu lar abria-se, em Contendas, aos amigos, hospitaleiro e precioso, no conforto invariável da cativante gentileza do distinto titular, de sua esposa e filhos - gentileza sempre grande e sempre a mesma.

Dr. Antônio Epaminondas de Barros Correia casou-se com dona Maria José Alves de Araújo, filha de Antônio Alves da Silva e Antônia Alves de Araújo, os barões de Amaraji, no ano de 1872. Dessa união, tiveram 13 filhos, dos quais são vivos os 12 seguintes: Dr. Antônio Epaminondas de Barroa Correia, advogado e deputado estadual no Espírito Santo; Dr. Eutíquio de Barros Correia, agricultor; Dr. Cícero de Barros Correia, médico, residente em Manaus; Dr. Joaquim de Barros Correia, formado recentemente em direito, nomeado promotor de Alagoa do Monteiro na Paraíba; dona Maria Gentil Correia dos Santos Dias, esposa do major Pedro dos Santos Dias; dona Generosa de Barros Correia Pontual, esposa do major José Hermínio Pontual Filho; os Srs. Constâncio e Melânio de Barros Correia, acadêmicos de direito e os menores Angelina, Naíde, Erasmo e Sólon. 

O barão adoeceu no dia 16 de abril de 1905 e veio a falecer no dia 20 do mesmo mês em sua residência no engenho Contendas, localizado à margem da estrada de ferro de São Francisco no município de Amaraji. O governador do estado autorizou a viagem de um trem especial de Recife até a estação de Frexeiras, para levar os amigos e outras pessoas que quisessem participar das últimas homenagens ao ilustre político. O trem saiu da estação de Cinco Pontas às treze e quarenta e cinco e chegou em Frexeiras às quinze e trinta. De lá os passageiros seguiram de carro até o engenho Contendas. A casa grande do engenho Contendas, de dois pavimentos, e tendo no superior largo terraço coberto e avarandado, estava repleta de parentes, amigos e admiradores do saudoso morto. Era cerca de quatro e trinta quando o caixão foi conduzido à mão até o engenho Visgueiro, acompanhado por um cortejo numeroso de pessoas de carro, mais de cem a cavalo e dezenas a pé. De Visgueiro, o caixão e os que o acompanhavam seguiram num comboio de ferro da usina Bamburral até em frente à linda capela do engenho Amaraji, situada numa aba da montanha. Recebido por diversos cavaleiros, que desceram até a linha férrea trazendo círios, e encomendado pelo reverendo padre Jerônimo de Assunção, vigário de Amaraji, na igrejinha toda branca e bem cuidada, a qual, em outra situação seria alegre e sorridente. O corpo do barão de Contendas foi sepultado no pequeno cemitério ao lado esquerdo da mesma, onde jazem os restos mortais do barão e da baronesa de Amaraji, além de vários outros familiares.  

Baronesa de Contendas

Maria Araújo de Barros Correia. (1855-1940)

Nasceu em 16 de março de 1855. Filha de Antônio Alves da Silva e de Antônia Alves de Araújo (baronesa de Amarají). Casou-se com Antônio Epaminondas de Barros Correia, Barão de Contendas.

Faleceu no dia 27 de junho de 1889. 


Barão de Suassuna

Henrique Marques de Hollanda Cavalcanti

Henrique Marques de Holanda Cavalcanti nasceu no dia 21 de dezembro no engenho Taquara, freguesia da Escada. Era filho de Antônio Marques de Holanda Cavalcanti e Pânfila da Silveira Lins.

Fez seus estudos de humanidades no Colégio São Bernardo no Recife. Em seguida, matriculou-se na Faculdade de Direito de Recife, bacharelando-se em dia 6 de dezembro de 1874.

A oito de dezembro de 1875, através de portaria do presidente da província João Pedro Carvalho de Moraes, foi nomeado primeiro oficial da terceira seção da secretaria da presidência, cargo que desempenhou até 1877, quando foi nomeado para a função de secretário da província onde ficou até 1878.

Em 22 de outubro de 1881, casou-se com Maria Lins Cavalcanti, filha de Belmiro da Silveira Lins e de sua esposa Maria de Jesus Souza Lins, barões da Escada. O casal não teve filhos. Nesse mesmo ano foi eleito deputado geral pelo 6º distrito da província de Pernambuco, na chapa do partido conservador, apresentada pelo conselheiro João Alfredo.

Dissolvida a câmara em julho de 1886 pelo barão de Cotegipe, que inaugurou então uma situação conservadora, no mesmo ano voltou à câmara pelo mesmo distrito. Esta câmara foi dissolvida com o advento da república. Com o novo regime, afastou-se da política por vários anos. Mas em 1897, foi eleito senador estadual a 8 de março do mesmo ano, foi escolhido para presidir o senado. Depois afastou-se mais uma vez da vida pública, passando a cuidar exclusivamente da administração de suas propriedades agrícolas e de sua fábrica. Em 1919 foi candidato a governador, concorrendo com Rosa e Silva e Dantas Barreto.

 Henrique Marques de Holanda Cavalcanti foi o segundo barão de Suassuna, título concedido por decreto imperial do dia 16 de fevereiro de 1889.

O tenente-coronel Antônio Marques de Holanda Cavalcanti, pai do barão de Suassuna, era proprietário do engenho Mameluco na freguesia da Escada onde, em 1877, foi fundada uma usina com a denominação de Mameluco. Nas proximidades da usina fica o engenho Limoeiro, de propriedade de Belmiro da Silveira Lins, o Barão de Escada, assassinado em 1880, em Vitória de Santo Antão. No engenho Limoeiro foi fundada a usina Limoeirinho, em 1881, por Henrique Marques de Holanda Cavalcanti, o Barão de Suassuna, que neste mesmo ano casou-se com Maria Lins Cavalcanti, filha do seu tio Belmiro da Silveira Lins. Dessa forma, o Barão de Suassuna tornou-se proprietário das duas usinas: Mameluco e Limoeirinho. A primeira foi herdada do seu pai e a segunda construída e reformada por ele em 1910.

A usina Mameluco possuía, em 1929, dez propriedades agrícolas e 34 fornecedores de cana, destacando-se o engenho Cachoeirinha, onde foi empregado, pela primeira vez no Brasil, o método do plantio de sementes por meio de flechas.
Sua via férrea tinha 70 quilômetros, sete locomotivas e 200 carros. Possuía capacidade para processar 500 toneladas de cana e produzir 5.000 litros de álcool em 22 horas. Na época da moagem trabalhavam na fábrica cerca de 50 operários.
Mantinha uma associação de beneficência e três escolas, com matrícula média anual de 115 alunos.
Quando morreu em 1941, com 87 anos de idade, o Barão de Suassuna deixou as suas usinas como herança para seu sobrinho, o médico Fonseca Lima, que ainda na década de 1940 as passou para Jayme Loyo e seus filhos.
Devido a uma grande crise, a usina sofreu intervenção do Instituto do Açúcar e do Álcool - IAA, mas seus proprietários superaram o problema e voltaram a administrá-la.

A usina Limoeiro dissolveu-se e foi absorvida pela usina Mameluco, passando, em seguida, a denominar-se usina Barão de Suassuna, em homenagem ao seu antigo dono.

Barão Henrique Marques de Holanda Cavalcanti, no dia 9 de janeiro de 1941, também em Recife.


Baronesa de Suassuna

Maria Lins de Hollanda Cavalcanti. (1857-1940)

Nasceu a 31 de março de 1847. Era filha de Belmino da Silveira Lins, Barão de Escada e Maria de Jesus de Sousa Lins (Baronesa de Escada). Casou-se com o seu primo Dr. Henrique Marques de Holanda Cavalcanti, Barão de Suassuna no dia 22 de outubro de 1881.

Faleceu no dia 04 de junho de 1940. 

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